Deveria rezar e pedir ajuda ao inacreditável. Mas não posso fazer isso. Queima por dentro, mas como pode ser? Mais peças que meu cérebro me prega? Não faço parte da cadeia alimentar, faço parte dos predadores, não sou animal. Pele pálida, olhos ávidos aterrorizam minhas vítimas. Andar sorrateiramente entre minhas presas. Em frente uma vitrine, vejo a face pálida escondida por baixo de um chapéu, escondendo o meu ser sob um sobretudo preto, calca impecável, e um sapato brilhoso, mas sujo com a água fétida do beco. Como posso me esconder? Se não me esconder posso... esquece não devo pensar nisso, devo seguir em frente, devo andar entre os seres animados e inanimados. Sinto cheiro do prazer ao meio de tanta podridão, mas sou assim.
Continua...
Continua...