quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pensamentos 4

Estava parado hoje pensado como sempre, ou será pensando que estava pensando? Será que existe isso? Mas me recordo de uma situação que vale a pena ser recordada, o medo de caçar. Temos que sobreviver, isso é fato, mas até onde podemos nos expor para não perder a máscara, sem que ninguém possa nos ver, manter segredo é difícil, ainda mais quando isso pode valer a sua “vida”. Quando a frenesi sobe a sua cabeça, arrebata seu coração, o instinto toma conta de você. Adormece uma besta dentro de você, ela parece te dominar por completo, sede de sangue, vontade de morte, alguém tem que satisfazer a vontade que estou de sangue, maldição, terror, medo. Sair pra caçar, não é nada fácil, escolher alguma presa, que não vai te comprometer, sentir o cheiro do medo, da noite, a luz do luar batendo em sua face, mesmo sabendo que é a luz do sol refletida pela lua, e o gosto, a sede, o sangue descendo a goela, doce na língua, a sustentação do desejo, uma reação em cadeia no corpo inteiro. O conjunto leva a um gozo anestésico cerebral. Tudo esta tão calmo nesse momento, com se existisse somente eu naquele momento, sugando vidas.
Mas quando tudo passa e recobra o racionalismo...