domingo, 16 de maio de 2010

Horror

Noite. Frio. Sobretudo para esconder a face, ou para camuflar na noite? Olho para a lua, tento sentir o vento em minha face, a morte tem seus pontos positivos e tantos outros negativos! Como sei que que estava frio, você deve estar se pensando, responderei: olho ao meu redor, e vejo as pessoas tentando se aquecer, os mendigos revirarem em seus trapos ou tentando se esquentar em fogueiras improvisadas, meu cérebro tenta processar tais informações. Meu coração já não bate mais, mas que precisão tenho por tal procedimento de batimentos, o que importa se estou vivo ou se estou morto, isso não importa mais. Que pensamentos confusos aparecem em minha mente, que tortura sinto, deveria sentir isso, medos, anseios, não posso ter mais esses previlégios, tenho que me manter acima da cadeia alimentar, devo me alimentar, hoje e para todo o sempre, doce, quente, excitante nectar dos deuses.
Andar ao luar depois de uma noite de sono, sono esse que pode perdurar por dias e mais dias ou quem sabe por alguns segundos, depende muito se estão ou não atrás da minha pós vida. Devo aprimorar minhas características humanas, humanidade não existe mais em mim, mas sei que vou precisar, para a minha própria sobrevivência. Esses relatos aparecem em minha mente em noites calmas, tantas outras noites de turbulência eu deveria escrever, lembrar ou quem sabe relembrar. Meus olhos estão baixos, meu semblante cansado. Que vida é essa? Muita confusão em minha mente, se você que está ai lendo sobre esse relato, tem soluções ou explicações, tente me explicar, compartilhe comigo algo, diga-me o que devo fazer?

Será que eu devo ter medo? Ódio, algum sentimento agressivo, devo deixar a besta que me remete ao interior sair e me consumir?

Queria sentir o sol na minha face, o orvalho na grama, o frescor de um dia nascendo sobre uma montanha verde, e pássaros a cantar, e o vento. Vem a mim tudo o que for de mim mesmo, vem a mim o que eu mereço vem o que devo perceber. Vou aprimorar minhas característica, já disse isso, mas me repito. A repetição talvez seja um estado ou uma vontade de estar naquilo que tanto digo, mas devo chegar assim um dia ou uma noite quem sabe, vai saber não é mesmo?

Diga-me leitor ou leitora, sentes o mesmo? Vê o mesmo?

Um comentário:

  1. Vejo a solidão que faz morada depois de tantos anos de existência. Sinto a necessidade de buscar por algo mais, mais além do que posso ter no momento. A questão é: o que eu procuro para me sentir completa? Não basta apenas o néctar doce e quente... a frenesi é um momento muito breve, apenas momento. Algo deve existir para preencher o vazio que há. Mais do que os meros mortais, algo melhor e tão eterno como as tantas artes divinas imortalizadas por diversos tipos de matéria.... livros, esculturas, pinturas, danças... algo além disso , mais do que deter e manter o poder... mas o que? Não sou capaz de responder aos questionamentos expostos... apenas concordar com estes. Espero que possamos encontrar uma resposta e que não seja algo intangível... ou esta existência não terá sentido, tornando banal a eternidade.

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