segunda-feira, 23 de maio de 2011

IV

O céu cada vez mais ganhava um tom avermelhado
e os mares e oceanos eternamente teriam secado.
Os pássaros e seus cantos nunca mais foram ouvidos
E o que cortava o silêncio os anjos e seus gemidos.
Mil anos se passaram desde que a guerra se iniciou,
O Deus dos anjos bons finalmente do sono acordou.
Com suas palavras de ódio, amaldiçoou Lucibel,
Que pela derradeira vez acabou caindo do céu.
Os anjos negros armados foram expulsos também,
E eis que finalmente, o mal perdeu para o bem.
Lucibel perdeu seu posto de filho mais adorado
E nas grades do inferno para sempre seria algemado.
Lucibel não é mais Boa Luz, agora é Luz das Trevas.
Lúcifer por codinome, ou o senhor das guerras.
Mas os humanos se perderam nessa luta pelo poder
E agora eternamente, Cristo desistiu de viver.
De todas as minhas poesias, certamente essa é a preferida; talvez pela falsa dramaticidade, pelo suposto real conteúdo ou simplesmente por ter sido escrita em fração de segundos, numa daquelas viagens que costumo ter de madrugada.

Thaísa Mara

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