Emily
Cavein Mrtha
Dessa
vez não puder me aguentar, estou correndo, e cada vez mais corro, estou indo
longe. Corro mais. Sem parar, é escuro, me parece um buraco sem fim. Caí num
abismo sem fim, meu corpo contorce. Que coisa mais estranha está acontecendo
comigo. Sinto-me sem sentidos, estou com medo, devo gritar, mas minha voz não
quer sair. Vou tentar me agarrar em alguma coisa. Sinto cheiro de lixo, sinto
vontade de vomitar, náuseas, cólica, dor de cabeça.
De repente
acordo com o coração palpitando, meus olhos abertos, respiração ofegante. Meu
estomago dói. Levo a mão à cabeça e sinto que estou ali ainda, deitado em minha
cama. Edredom ao chão junto ao travesseiro. Não aguento mais me sentir assim.
Minha vida deve mudar. Um dia abismo sem fim, outro dia medos, pessoas mortas,
gritos o que será da próxima vez? Sangue?
Sou
Emily Cavein Mrtha, moro com meus pais, meu irmão mais velho e duas cachorras.
Tenho pesadelos a noite, em dias alternados, em momentos estranhos, tenho 15
anos e minha cabeça dói. Sinto-me confusa...
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Nunca achei que teria essas coisas na minha
adolescência. Mas quem imaginaria? Se estiver lendo isso é porque já não estou
aqui nesse mundo. Vai saber se estarei em algum outro lugar. Ninguém sabe se
existe realmente outro lugar. E nunca saberemos, pode ser uma única existência,
e dessa existência podemos torná-la o que desejarmos.
Se ainda tem dúvida se deve continuar vá
direto ao capítulo 10...
Se não quiser continuar vá direto ao capítulo
11...
2
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Primeiro sonho que tive, corria por uma rua
escura, prédios destruídos, carros queimado, meus pais me chamavam ao longe,
ouvia suas vozes, mas não alcançava. Meu cachorro latia, poças de sangue,
corpos ao chão. Um vento gelado arrepiava meu corpo, um vazio que parecia não
ter fim. Andava, andava em direção oposta ao sol, não queria queimar meus
olhos. Era sonho, mas parecia real. O cheiro que senti o vento ao cabelo e
face. Sentia muita sede. Corria em direção aos meus pais, gritava por meu
cachorro. Não tinha resposta alguma. Meus pais falavam algo sussurrado, como se
fosse meu nome. Sentia muito medo, agachava e chorava. Mas nada adiantava.
Tinha medo. E cada vez mais me sentia longe. Logo acordava.
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ao capítulo 3...
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11...
3
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Nunca pensei que meus sonhos iriam me
perturbar. Pela segunda vez tive pesadelos. Mas dessa vez, estava tudo escuro,
não enxergava nada. Coloquei meus joelhos ao chão, comecei a tatear. Meus
joelhos doem, mas devo tatear, minha mão encontra algo molhado, frio, sinto
cheiro de água. Meus joelhos tocam o que me parece água. Levo a boca tem gosto
de ferro, um cheiro que me parece familiar, mas não sei identificar. Alguns
barulhos ao fundo, me parece um animal, quem sabe é o meu cachorro. Rick, chamo
por meu cão, mas não me responde. Um ventinho frio passa por meu cabelo, e algo
parece me falar aos ouvidos. Que susto, acabei caindo ai chão. Meu corpo esta
todo molhado, acho que não deve ser água, meio pastoso, um pastoso meio ralo,
não sei dizer certamente. Outra vez algo respira perto do meu rosto, grito para
que saia de perto de mim. Volto a cair ao chão, e meu rosto dessa vez vai ao
chão, eu tenho medo, muito medo mesmo. Junto os braços com meus joelhos. Coloco
a cabeça entre as pernas, e começo a rezar, peco para acordar. Devo acordar.
Meu Deus me ajude...
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ao capítulo 4...
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11...
4
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Quando criança era muito feliz, meus pais,
saiam comigo, todos juntos. Saíamos de mãos dadas, adorava comprar sorvete. O
parque de diversão era minha diversão predileta. Sonhava em ser médica, e
cuidar de todos os nenéns que encontrava, achava todos lindos e fofinhos. Algodão
doce, que delicia, minha boca encheu de água. Queria me casar, ter uma casa
rosa, móveis verdes, cama grande pra rolar para todos os lados, um cachorro
branquinho, um gato pretinho e cabelos presos, adoro meu cabelo preso, pena
estar curtinhos agora, de tanto arrancar sonhando a noite ou ao mesmo tempo
sonhando de dia. Parei de ir à escola por andar de ônibus e de repente estava
sonhando, acho que sonho acordada também. Você que esta lendo isto agora, você sonha
acordado também?
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ao capítulo 5...
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11...
5
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Dessa vez subo um monte, com um pouco de
grama, alguns galhos. Minha mão dói de tanto tentar me segurar ao chão. Ao topo
percebo que a minha frente, um lixão imenso, parece não ter fim tal local. Um monte
de garrafas, latas, pessoas separando algumas coisas. Chego perto de um homem
negro alto, forte, careca. Moço onde estou? Pergunto ao homem grande. Não responde
nada. Ignoram-me, tento falar com outras pessoas e nada. Ninguém me da atenção.
Continuam a catar coisas ao chão. Estou descalça. Meus pés doem como sempre em
meus sonhos. Como sonhar e sentir dor? Como ter pesadelos e acordar com os
mesmos machucados dos sonhos? Subo em um monte de lixo, cortei minha mão em uma
lata. Meus pés estão pretos de sujeira. Meu pijama esta todo sujo. Logo à
frente vejo pássaros. Nossa que pássaros lindos. Vou correr em direção a eles.
Minha salvação. Nossa são animais grandes. Corro em direção a eles. São muitos.
Parece-me que estão se alimentando. Quando chego bem pertinho, eles olham pra
mim. Olhos vermelhos, grandes, me olham, me olham. Eu tenho medo e vou ao chão.
É um corpo que estão comendo, o olho do homem está no bico de um dos animais. Acordo
mais uma vez.
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ao capítulo 6...
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6
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Tenho sonhos estranhos que não fazem sentido
algum. Objetos torcidos, pessoas desfiguradas, ruas que acabam em lugar algum. Céu
sob meus pés. Carros de uma roda, carroças puxadas por galinhas. Grama nascendo
em árvores. Ferros que se contorcem, aves aos céus sem boca ou olhos. São coisas
estranhas, mas que me deixam com medo. Qual significado isso tem? O que será
que alguém esta querendo me falar? Meu subconsciente? Sinto frio no estômago. Muita
sede.
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ao capítulo 7...
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11...
7
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todas as vezes que me pego pensando,
pensamentos obscuros veem em minha direção, ao menos se eu pudesse controlar. Espero
que um dia eu possa retirar tudo da minha mente, quero me sentir pura, ao menos
uma vez. Esses pensamentos não devem fazer parte de uma vida. São muito
dolorosos, sem sentido algum. Talvez um dia faça algum sentido.
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ao capítulo 8...
Se ainda tem dúvida se deve continuar vá
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Se não quiser continuar vá direto ao capítulo
11...
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Quero ir à escola, ter roupas rosa, ser criança
mais uma vez. Ver meus pais felizes, meu cachorro brincando comigo. Passarinhos
cantando. Sentir o orvalho das flores. Entrar na internet e jogar conversa fora
no MSN. Quero comer uma maça. Quero fazer coisas simples. Abraçar minha mãe,
brincar de esconde-esconde, rouba bandeira.
Se desejar continuar nessa história vá direto
ao capítulo 8...
Se ainda tem dúvida se deve continuar vá
direto ao capítulo 10...
Se não quiser continuar vá direto ao capítulo
11...
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Quero ser feliz...
Continua na próxima história...
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Essa
é uma aventura de diversão, ficção, entretenimento, medo, horror, e muita coisa
poderão acontecer. Você acha que está preparado para matar criaturas da noite,
ou quem sabe morrer? Deverá tomar atitudes que você achar conveniente, mas nem
sempre sua atitude será a correta, tudo é possível, mas o divertimento é
obrigação.
Se desejar encerrar essa aventura agora leia
o capítulo 11...
Se desejar continuar nessa aventura por conta
e risco leia o capítulo 2...
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Infelizmente você não está preparado ainda
para um mundo de ficção, entretenimento, horror, medo e diversão. Obrigado,
quem sabe da próxima vez você participa, dessa aventura com a gente. Obrigado,
pode fechar seu livro.
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